Maitê Proença relembra ensaio para a Playboy e começo na TV: “A Globo não é um lugar para você ser de verdade”

Maitê Proença em entrevista para a Playboy - Foto: Juan Dias/ Playboy

Maitê Proença em entrevista para a Playboy – Foto: Juan Dias/ Playboy

A edição de agosto da Playboy, que chegou às bancas na última terça-feira (11/8), trouxe — além das várias coisas especiais em comemoração aos 40 anos da publicação no país — uma entrevista bombástica com a atriz Maitê Proença.

Em alguns trechos divulgados, a eterna musa da TV fala sobre seu ingresso à Rede Globo e relembra as dificuldades de adaptação pelas quais passou em 1979, quando fez sua estreia na teledramaturgia:

“Pelas minhas experiências, fui me tornando uma pessoa muito de verdade, e a Globo não é um lugar para você ser de verdade”, disse Maitê.

À época uma estudante de Teatro que, mesmo sem experiência em TV, conquistava papéis de destaque nos folhetins, a atriz acredita ter despertado inveja nos colegas das primeiras novelas globais em que participou.

“[A Globo] É um lugar onde todo mundo é vaidoso, as pessoas esperam que você as reconheça, e eu não sabia quem deveria ser reconhecido porque nunca tinha visto televisão. Não sabia que tinha de lidar com figurinista de forma superlativa, falar que a roupa era extraordinária, fantástica, maravilhosa.”

Desde então, Maitê reside no Rio de Janeiro e é uma das mais ilustres moradoras do famoso edifício Chopin, em Copacabana. Contudo, lá atrás, a atriz não gostava de morar no Rio — paulistana criada em Campinas, Maitê confessa que, ao chegar, no Rio de Janeiro “achava as pessoas muito histriônicas” — uma impressão que terminou por impregnar suas relações de trabalho na emissora. “Eu era ingênua nessa linguagem específica superlativa carioca dentro da TV Globo”, opinou.

A atriz também relembrou a ansiedade antes de seu primeiro ensaio para a Playboy, publicado em 1987. Para entrar em forma, a atriz decidiu na véspera da sessão de fotos tomar medidas radicais.

Maitê Proença na capa da Playboy em 1987 - Foto: Divulgação

Maitê Proença na capa da Playboy em 1987 – Foto: Divulgação

“Um dia antes de começar o ensaio, me achei gorda e fiquei três dias sem comer. No quarto dia, desmaiei no meu quarto de hotel”, lembrou.

Era o último dia da sessão, segundo Maitê, e ela conseguiu reunir forças para telefonar para um amigo que a acudiu e a alimentou. “Acho que depois saí para beber, e não era uma coisa muito razoável a se fazer”, relembra.

A edição de agosto celebra os 40 anos de Playboy no Brasil com uma superseleção de 40 grandes ensaios clicados ao longo destas quatro décadas; uma produção inédita assinada por J.R. Duran; uma reportagem documentando os bastidores do nascimento da revista em 1975 — ainda sob o nome A Revista do Homem — tendo como pano de fundo a censura do Regime Militar; e a participação de grandes personalidades que abrem suas coleções para revelar quais as três edições que mais marcaram suas vidas.

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